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Outubro · Mês de conscientização sobre a menopausa

Síndrome geniturinária da menopausa: um desconforto comum que tem cuidado

Ressecamento vaginal, dor na relação e incômodos urinários depois da menopausa não precisam ser aceitos como “coisa da idade”.

Por Dr. José Ananias Vasconcelos Neto · Ginecologia · CRM-CE 8238 · RQE 3532

O que é?

A síndrome geniturinária da menopausa é o nome dado ao conjunto de alterações que acontecem na vulva, na vagina, na uretra e na bexiga com a queda do estrogênio, hormônio que diminui na perimenopausa e na menopausa. Os tecidos da região ficam mais finos, menos elásticos e menos lubrificados.

É uma condição muito frequente depois da menopausa. Diferente dos fogachos, que costumam melhorar com o tempo, esses sintomas tendem a continuar ou a piorar se não forem tratados.

Sinais mais comuns

  • Ressecamento, ardor ou coceira na região íntima
  • Dor ou desconforto durante a relação sexual
  • Vontade urgente ou frequente de urinar e ardor ao urinar
  • Infecções urinárias que se repetem

Por que falar disso?

Muitas mulheres acham que esses incômodos fazem parte do envelhecimento e não comentam na consulta. Por isso, a síndrome ainda é pouco diagnosticada, embora interfira no conforto do dia a dia, na vida sexual, no sono e na autoestima.

Tem tratamento?

Sim. Existem opções que vão de hidratantes e lubrificantes vaginais a tratamentos hormonais locais em baixa dose.

Há também as terapias com energia, como a radiofrequência microablativa fracionada (FRAXX), feita no consultório. Ela atua na mucosa da vagina e da vulva e pode ser uma alternativa, inclusive para mulheres que não podem ou não querem usar hormônios, após avaliação individual.

A escolha depende dos sintomas, da história de saúde e das preferências de cada mulher, e deve ser feita em consulta, sem automedicação.

Quando procurar o ginecologista?

Procure avaliação se algum desses sinais estiver incomodando, se as infecções urinárias se repetirem ou se houver dúvida sobre o que pode ser usado. Sangramento vaginal depois da menopausa deve sempre ser avaliado.

Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica, que é o momento de avaliar cada caso individualmente.

Fontes: International Urogynecological Association (IUGA), “October is Menopause Awareness Month” (out/2026); International Menopause Society.

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